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Dias atrás citei no Blog sobre o treinamento de atualização para as técnicas de transição para IPv6 que NIC.br ofereceu. O bacana é que o evento foi  filmado e o conteúdo está disponível em capítulos no Zappiens. Vale a pena “perder” algumas horas assistindo os vídeos produzidos para IPv6 disponíveis no site. ;)




Caso o seu navegar não reproduza automáticamente, clique aqui e assista direto no site Zappiens.br

Bom vídeo!

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Esses dias o pessoal o NIC.br ofereceu um treinamento de atualização para as técnicas de transição do Protocolo IP para IPv6. O evento foi carinhosamente chamado de Café com IPv6.

Apesar do tema de “Transição” gerar inúmeras discussões, o curso ofereceu um material bem bacana, incluindo laboratórios utilizando um software muito interessante chamado Core http://netfindersbrasil.blogspot.com.br/2011/06/surge-um-novo-emulador-de-redes.html.  Para quem não pode comparecer ao evento, o material está disponível, incluindo uma imagem para rodar em VM e executar os laboratórios, em: http://www.ipv6.br/IPV6/NoCafeDaManha

Como o material é Creative Commons, efetuei abaixo alguns recortes do texto sobre a técnica de Pilha Dupla; diversos materiais podem ser encontrados no site  http://www.ipv6.br/ . Boa leitura:

A importância deste tópico vem do fato de o IPv4 e o IPv6 não serem diretamente compatíveis entre si. O IPv6 não foi projetado para ser uma extensão, ou complemento, do IPv4, mas sim um substituto que resolve o problema do esgotamento de endereços.Embora não interoperem, ambos os protocolos podem funcionar simultaneamente nos mesmos equipamentos e com base nisto a transição foi pensada para ser feita de forma gradual.

No projeto inicial do IPv6, uma vez que o protocolo estivesse pronto, sua implantação começaria a ser feita gradualmente na Internet, de forma que funcionasse simultaneamente ao IPv4. A isso chamamos de pilha dupla, ou dual stack. Quando o IPv6 estivesse implantado em todos os dispositivos, o IPv4 deixaria de ser realmente útil e poderia ser abandonado paulatinamente.

No período de implantação do IPv6 haveria necessidade de técnicas auxiliares de transição, inicialmente para interconectar ilhas IPv6 em uma Internet majoritariamente IPv4 e, depois de algum tempo, para fazer o contrário. A transição feita desta forma seria muito simples de ser executada tecnicamente. Contudo, por diversas razões, não foi o que aconteceu. Atualmente o IPv6 ainda não está sendo amplamente utilizado na Internet e o esgotamento do IPv4 já se tornou uma realidade.

Hoje existe a necessidade de se implantar o IPv6 numa Internet sempre crescente, onde os novos usuários ainda precisam de conectividade IPv4, mas não há mais endereços IPv4 livres para atendê-los. Assim, novas técnicas auxiliares foram e continuam sendo,desenvolvidas para essa nova realidade.

Pode-se, então, classificar as técnicas de transição segundo sua funcionalidade, em:

  • Pilha dupla: consiste na convivência do IPv4 e do IPv6 nos mesmos equipamentos,de forma nativa, simultaneamente. Essa técnica é a técnica padrão escolhida para a transição para IPv6 na Internet e deve ser usada sempre que possível.
  •  Túneis: Permitem que diferentes redes IPv4 comuniquem-se através de uma rede IPv6, ou viceversa.
  • Tradução: Permitem que equipamentos usando IPv6 comuniquem-se com outros que usam IPv4, por meio da conversão dos pacotes.

Pilha Dupla: IPv6 e IPv4 em todos os dispositivos

A utilização deste método permite que dispositivos e roteadores estejam equipados com pilhas para ambos os protocolos, tendo a capacidade de enviar e receber os dois tipos de pacotes, IPv4 e IPv6. Com isso, um nó Pilha Dupla, ou nó IPv6/IPv4, se comportará como um nó IPv6 na comunicação com outro nó IPv6 e se comportará como um nó IPv4 na comunicação com outro nó IPv4.

Cada nó IPv6/IPv4 é configurado com ambos endereços, utilizando mecanismos IPv4 (ex.DHCP) para adquirir seu endereço IPv4 e mecanismos IPv6 (ex. configuração manual, autoconfiguração stateless e/ou DHCPv6) para adquirir seu endereço IPv6.

Este método de transição permite uma implantação gradual, com a configuração de pequenas seções do ambiente de rede de cada vez. Além disso, caso no futuro o IPv4 não seja mais usado, basta simplesmente desabilitar a pilha IPv4 em cada nó.

Em relação ao DNS, é preciso configurar os novos endereços IPv6, usando registros do tipo AAAA (quadA), que armazenam seus endereços. Para mais detalhes sobre o suporte do DNS ao IPv6, consulte a RFC 3596.

Responder os endereços IPv6 (registros AAAA) quando disponíveis para um determinado nome de domínio é o comportamento padrão do servidor DNS, mesmo que ele opere apenas com IPv4. O protocolo por meio do qual é feita a consulta não interfere na resposta. Ao receber endereços IPv6 e IPv4 como resposta a uma consulta no DNS a aplicação decide qual protocolo usar. Normalmente a preferência é pelo protocolo IPv6 e, em caso de falha, tenta-se o IPv4. Mais recentemente têm sido experimentadas técnicas que implicam em tentativas simultâneas de conexão IPv6 e IPv4 e optam pela que for mais rápida (draftietfv6opshappyeyeballs07).

Em uma rede com pilha dupla, a configuração do roteamento IPv6 normalmente é independente da configuração do roteamento IPv4. Isto implica no fato de que, se antes de implementar-se o IPv6 a rede utilizava apenas o protocolo de roteamento interno OSPFv2 (com suporte apenas ao IPv4), será necessário migrar para um protocolo de roteamento que
suporte tanto IPv6 quanto IPv4 (como ISIS por exemplo) ou forçar a execução do OSPFv3 paralelamente ao OSPFv2.

É importante reforçar que configurações independentes para IPv4 e IPv6 são necessárias para diversos aspectos da rede, entre eles:

  • Informações nos servidores DNS autoritativos;
  • Protocolos de roteamento;
  • Firewalls;
  • Gerenciamento das redes.

Utilizar pilha dupla pode não ser possível em todas as ocasiões. Por exemplo, quando não há mais IPv4 disponíveis e o provedor precisa atender a usuários novos com IPv6 e IPv4.

Para redes corporativas que já utilizam NAT isso não é um impendimento: o IPv6 nativo pode ser utilizado em conjunto com o IPv4 compartilhado. Outra situação que dificulta a implantação do IPv6 usando pilha dupla é a existência de equipamentos que não o suportam e que não podem ser facilmente substituídos.Nesse caso deveremos utilizar outras técnicas de transição.

 

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