MPLS (Multi Protocol Label Switching) – parte 2

Como iniciado no primeiro post, em uma rede com arquitetura MPLS cada roteador da topologia possui uma designação que define a sua posição e atribuição na topologia:

  • CE (Customer Edge Router) – possui a função de prover conectividade para a rede MPLS e é situado na “borda do cliente”. Não encaminha e nem troca labels.
  • PE (Provider Edge Router) – é responsável pela conexão entre uma rede IP (rede do cliente) e a rede MPLS (rede da Operadora/Provider)
  • P (Provider Edge Router) – é responsável pelo encaminhamento de pacotes baseando-se nos labels.

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MPLS (Multi Protocol Label Switching)

Apesar de existirem inúmeros sites em português com ótimas referencias de Introdução ao Protocolo MPLS, escreveremos uma serie de artigos com a utilização de MPLS em diversos cenários. Esse post servirá como uma pequena introdução para a descrição e utilização do protocolo com o foco um pouco mais simples na arquitetura e serviços.

O protocolo MPLS (Multi Protocol Label Switching) foi criado para permitir o encapsulamento de diversos protocolos de rede para serem encaminhados por Roteadores baseando-se apenas no endereço do Label ao invés do endereço de rede. A tecnologia é largamente utilizada pelos Provedores de Internet  com diversas topologias de serviços orientado a redes em apenas uma única rede convergida com o MPLS em seu Backbone, permitindo  a utilização de Redes Privadas (VPNs MPLS), Qualidade de Serviço (QoS), Any Transport over MPLS (AToM) e Engenharia de tráfego (MPLS-TE). Continue reading

Endereços IPv4 Multicast

As aplicações multicast utilizam endereços IP multicast que são referenciados como grupos multicast. Diferente de endereços IP unicast, que são atribuídos geralmente para um host, um endereço multicast é utilizado como endereço de destino de um pacote IP. O pacote com endereço IP multicast é transportado pela rede para aplicações especificamente multicast.

Diferente de um endereço unicast, um endereço multicast não é atribuído para um dispositivo de rede. Um endereço de origem no cabeçalho IP de um pacote com destino multicast, deverá ser sempre um endereço unicast. Continue reading

BGP AFI / SAFI

O MP-BGP (Multiprotocol BGP) é uma extensão do BGP que permite ao protocolo transportar informações de roteamento para endereços de rede (unicast e multicast) e address families.

Quando o MP-BGP está configurado, o BGP instala as rotas MP-BGP em diferentes tabelas de roteamento. Cada tabela de roteamento é identificada pela familia do protocolo Address Family Indicator (AFI) e Subsequent Address Family Identifier (SAFI). A lista fornecida pelo IANA pode ser encontrada abaixo:

Address Family Identifiers (AFI)
http://www.iana.org/assignments/address-family-numbers/address-family-numbers.xhtml

Subsequent Address Family Identifier (SAFI)
http://www.iana.org/assignments/safi-namespace Continue reading

IPv6 – Descoberta de Roteadores e Descoberta de Vizinhos

A comunicação entre hosts em uma rede local com o Protocolo IPv6 ocorre com a utilização de mensagens ICMPv6 para descoberta de dispositivos vizinhos no mesmo segmento. O assunto gerou uma discussão bastante saudável em um curso de IPv6 que participamos promovido pelo NIC.br na cidade de SP.

Para o protocolo IP versão 6 foram atribuídas funções importantes ao ICMPv6 que combinam as atividades de protocolos como o ARP, ICMP Router Discover, ICMP Redirect e etc, além de adicionar novos métodos não existentes na versão anterior do protocolo IP. A facilidade de comunicação entre equipamentos é muito pratica e em determinados cenários dispensa configuração. Continue reading

Configuração de rota estática IPv6

Durante o recebimento de pacotes para acessar outras Redes externa a LAN para comunicação entre máquinas IPv6, o roteador efetuará uma consulta na sua tabela de roteamento IPv6 para verificar se existe alguma rota para o destino. Se a rota existir o pacote será encaminhado, senão, o pacote será descartado.

A maior parte dos parâmetros de configuração de rotas estáticas em IPv6 são idênticos ao IPv4. Como por exemplo, rota estática padrão, sumarizada e flutuante. Continue reading

Rota estática flutuante (floating static route)

Uma rota estática flutuante é uma rota com uma distância administrativa maior do que a estabelecida por padrão em Switches e Roteadores. Por exemplo, no IOS da Cisco as rotas estáticas possuem distância administrativa com o valor 1 e o protocolo OSPF com o valor 110, nesse caso pelo fato da menor distância administrativa ser escolhida quando duas rotas idênticas (com a mesma “rede” e “máscara de rede”) são aprendidas de maneiras distintas pelo roteador, o dispositivo escolherá o processo com menor AD ( administative distance/ distancia administrativa). Continue reading