BGP AFI / SAFI

O MP-BGP (Multiprotocol BGP) é uma extensão do BGP que permite ao protocolo transportar informações de roteamento para endereços de rede (unicast e multicast) e address families.

Quando o MP-BGP está configurado, o BGP instala as rotas MP-BGP em diferentes tabelas de roteamento. Cada tabela de roteamento é identificada pela familia do protocolo Address Family Indicator (AFI) e Subsequent Address Family Identifier (SAFI). A lista fornecida pelo IANA pode ser encontrada abaixo:

Address Family Identifiers (AFI)
http://www.iana.org/assignments/address-family-numbers/address-family-numbers.xhtml

Subsequent Address Family Identifier (SAFI)
http://www.iana.org/assignments/safi-namespace Continue reading

Atributos RADIUS VSAs

Os atributos RADIUS do IETF são utilizados para comunicação AAA entre cliente e servidor de acordo com a RFCS 2865 e 2866 para o protocolo. O cliente e servidor RADIUS devem aceitar os parâmetros de acordo com a RFC, para uma comunicação adequada.

Os atributos específicos dos fabricantes (RADIUS Vendor-Specific Attributes), chamados de VSAs, derivam do atributo IETF número 26, destinado para os fabricantes utilizarem as funções do RADIUS de acordo com seus produtos. O padrão permite liberdade para integração do RADIUS com funcionalidades proprietárias dos vendors, mas dificulta a integração com os fabricantes concorrentes. Esses VSAs são inseridos dentro do atributo 26. Continue reading

VXLAN – Comunicação entre VTEPs

O padrão VXLAN (Virtual eXtensible Local Area Network) trabalha em cima da limitação da quantidade de VLANs em um Data Center que é a de 4K VLANs. O Protocolo VXLAN emprega MAC sobre IP/UDP, e permite assim aumentar o número de domínios de Broadcast para 16 milhões, como também elimina a necessidade do STP.

O VXLAN é uma rede de camada 2 sobreposta (overlay) em uma rede de camada 3. Cada rede sobreposta é chamada de segmento VXLAN e é identificada por um ID único de 24 bits chamado VNI – VXLAN Network Identifier (Identificador de Rede VXLAN) ou VXLAN ID. A identificação de uma máquina virtual é uma combinação do endereço MAC e o VNI.  Já as Máquinas virtuais em VXLAN diferentes não podem comunicar umas com as outras (sem a utilização de um roteador). Continue reading

802.1x

IEEE 802.1X (também chamado de dot1x) é um padrão IEEE RFC 3748 para controle de acesso à rede. Ele prove um mecanismo de autenticação para hosts que desejam conectar-se a um Switch, por exemplo. A funcionalidade é também bastante poderosa para vinculo de VLANs, VLANs Guest e ACL’s dinâmicas. As funcionalidades do 802.1x permitem por exemplo, que caso um computador não autentique na rede, a máquina seja redirecionada para uma rede de visitantes, etc. Continue reading

IPv6 – Descoberta de Roteadores e Descoberta de Vizinhos

A comunicação entre hosts em uma rede local com o Protocolo IPv6 ocorre com a utilização de mensagens ICMPv6 para descoberta de dispositivos vizinhos no mesmo segmento. O assunto gerou uma discussão bastante saudável em um curso de IPv6 que participamos promovido pelo NIC.br na cidade de SP.

Para o protocolo IP versão 6 foram atribuídas funções importantes ao ICMPv6 que combinam as atividades de protocolos como o ARP, ICMP Router Discover, ICMP Redirect e etc, além de adicionar novos métodos não existentes na versão anterior do protocolo IP. A facilidade de comunicação entre equipamentos é muito pratica e em determinados cenários dispensa configuração. Continue reading

Introdução a VXLAN

Com o crescimento dos Data Centers, da virtualização de máquinas e de serviços de Cloud, surge a necessidade de estender as VLANs através ou além dos DCs.

Para conseguir manter a utilização dos recursos computacionais de maneira eficiente, há uma tendência de utilizar VMs  pertencentes a um ambiente compartilhado em inúmeras localizações físicas e estas VMs devem mover-se entre diferente localizações sob-demanda. Continue reading

Configuração de rota estática IPv6

Durante o recebimento de pacotes para acessar outras Redes externa a LAN para comunicação entre máquinas IPv6, o roteador efetuará uma consulta na sua tabela de roteamento IPv6 para verificar se existe alguma rota para o destino. Se a rota existir o pacote será encaminhado, senão, o pacote será descartado.

A maior parte dos parâmetros de configuração de rotas estáticas em IPv6 são idênticos ao IPv4. Como por exemplo, rota estática padrão, sumarizada e flutuante. Continue reading