OSPF – Tipos de LSA’s (Summary LSA – Tipo 4 – ASBR)

Todos os Roteadores de uma área OSPF possuem a visão completa dos links daquela área e a partir dessa visão calculam individualmente qual o melhor caminho para determinado destino.

Para a formação da tabela dos links, chamado de LSDB, o OSPF baseia-se nos LSA’s (Link State Advertisements) para transmitir informações para os Roteadores Vizinhos. Os principais tipos de LSA’s são:

Tipo 1 – Representa um Roteador
Tipo 2 – Representa o DR
Tipo 3 – Representam os links de outra Area OSPF declarados por um ABR
Tipo 4 – Representa um ASBR (Autonomous System Border Router)
Tipo 5 – Representa uma rota externa ao domínio OSPF
Tipo 7 – Usado em áreas NSSA.

OSPF – LSA Tipo 4 (Summary LSA – ASBR)

Os LSA’s do tipo 4 são gerados pelos Roteadores ABR (Area Border Router), informando o Router ID e o custo para o Roteador ASBR fora da área. Continue reading

Custo OSPF

O protocolo OSPF permite a todos roteadores em uma área ter a visão completa da topologia. O protocolo possibilita assim a decisão do caminho mais curto baseado no custo que é atribuído a cada interface, com o algoritmo Dijkstra. O custo de uma rota é a soma dos custos de todas as interfaces de saída para um destino. Por padrão, os roteadores calculam o custo OSPF baseado na fórmula Cost =Reference bandwidth value / Link bandwidth. Continue reading

Vídeo: QinQ

A feature QinQ (802.1q sobre 802.1q – 802.1ad ), conhecido também como Stacked VLAN ou VLAN sobre VLAN, suporta a utilização de duas TAGs 802.1Q no mesmo frame para trafegar uma VLAN dentro de outra VLAN – sem alterar a TAG original.

Para o cliente é como se o provedor de serviços tivesse estendido o cabo entre os seus Switches. Já para a operadora não importa se o cliente está mandando um frame com TAG ou sem TAG, pois ele adicionará mais uma TAG ao cabeçalho e removerá na outra ponta apenas a ultima TAG inserida. Continue reading

Roteamento entre VRFs com MP-BGP

A utilização de VRFs (Virtual Routing and Forwarding) em Roteadores permite a criação de tabelas de roteamento virtuais que trabalham de forma independente da tabela de roteamento “normal”, protegendo os processos de roteamento de cada cliente de forma individual.

Empresas que prestam serviços de gerenciamento de rede ou monitoração, empresas que vendem serviços em Data Center e provedores de serviço utilizam largamente VRFs, otimizando assim a administração e o retorno financeiro no total do custo de um projeto.

A configuração de VRFs é bem simples e há um artigo aqui do blog que pode ser consultado  aqui .

Já o Roteamento entre VRFs ocorre quando há a necessidade de comunicarmos diferentes tabelas de roteamento que estão segregadas por VRF, para compartilharem alguns ou todos os prefixos. Há diversas formas de configurarmos o roteamento entre VRFs, como por exemplo com a utilização de um cabo virado para o próprio roteador com as portas em diferente VRFs [apontando assim uma rota para  nexthop da proxima VRF; ou com algum IGP] e também com a utilização de um outro roteador, etc; nesse post explicaremos o roteamento interVRF com o processo MPBGP que é a maneira mais escalável… preparados? Então vamos lá… 😉 Continue reading

RIPng

O RIPng é um protocolo de Roteamento dinâmico, IGP, de vetor de distancia que permite que roteadores troquem informações sobre as suas rotas/prefixos IPv6 dentro do domínio RIPng, utilizando-se da contagem de saltos como custo para cada prefixo (rede).

Assim como no RIP versão 1 e 2 (para IPv4), o RIPng utiliza a contagem de até 15 saltos, conforme os roteadores vão repassando os prefixos para os vizinhos é adicionado o custo 1 ao prefixo declarado em cada Roteador , o 16º salto é considerado inalcançável (infinito). Continue reading

Fortigate: Link-Aggregation L3 (802.3ad)

A funcionalidade Link-Aggregation permite a agregação de diversas portas para incrementar a velocidade do link na comunicação entre dois dispositivos. Os links são utilizados em paralelo permitindo a expansão de banda utilizada e redundância, sem a necessidade de compra de um hardware adicional.

Por exemplo, podemos utilizar 4 portas de 1Gb em cada dispositivo para formar um link de comunicação entre 2 equipamentos como um switch e um firewall, por exemplo. Continue reading

Sniffers e Análise de pacotes na rede cabeada

Os sniffers são ferramentas que permitem capturar e scanear o trafego da rede, possibilitando ao administrador reunir informações, monitorar o uso de protocolos que não deveriam trafegar na rede e enfrentar de forma objetiva questões que afetam o desempenho de serviços.

A análise dos pacotes capturados permite o levantamento de questões como: “o tráfego da rede está normal”? “Existe alguma flag TCP não usual”? Continue reading

BGP – Mandatory Well-Known (Path Attributes)

O Protocolo BGP utiliza diversos parâmetros para escolha de melhor rota quando há diversos caminhos para o mesmo destino, esses parâmetros são chamados de Path Atributes.

Cada atualização do BGP consiste em uma ou mais sub-redes (prefixos) vinculadas aos seus atributos.

Os Path Atributes são classificados em Well-Known ( bem conhecido ) ou Optional (opcional). Alguns desses atributos são obrigatórios e outros opcionais com validade local na tabela de roteamento, local no AS, etc. Continue reading